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ESTAÇÃO COMERCIAL CHAMADA VERÃO BRASILEIRO
É janeiro! Eu adoro o verão brasileiro! Mas ele ficou mais
quente graças ao chamado efeito estufa, bastante piorado nestas primeiras
semanas de 1998. Também, de forma traumática para os menos favorecidos -
habitantes de favelas em sua maioria, o El Niño tem trazido
esporadicamente violentas chuvas e fortíssimos ventos ao país da
Tropicália, cujo clima está mais tropical agora do que nunca!
Vejo que no litoral do Brasil as praias estão repletas de gente
de todos os estratos sociais, provenientes dos quatro cantos do planeta,
numa confraternização entre nativos e estrangeiros, ambos atraídos pelas belezas
naturais e monumentais desta terra, numa singular comunicação sem fronteira
lingüística, expressada nos muitos goles de água de coco e de cerveja
geladas, nos muitos copos de caipirinha e caipiríssima de exóticas
receitas, ingeridas com avidez, numa persistente tentativa de matar a sede
incessante (oriunda da quentura e do mormaço ambientais, frutos da radiação
solar intensa que ora atinge a superfície de nosso território, de forma
agressiva e danosa à saúde humana); também, a gula despertada cá, estimulada
pelo aroma delicioso de nossa comida em pratos de frutos do mar e de outras
tantas iguarias tupiniquins, matando uma fome pecadora e quasi
canina daqueles comensais insaciáveis.
Descompromissadas, livres, liberadas, em férias escolares ou da
atividade laboral - para muitos ociosos, contudo, apenas uma extensão
temporal do “fazer nada” a que estão acostumados e que lamentavelmente
parece não mudar jamais! - percebo que tais pessoas invadem as praias nas
cidades mais populosas, num ritual de procura de um específico tipo de
laser, que incorpora areia, água salgada, sol, poluição e lixo urbanos
inteiramente de graça, com todos os seus decorrentes malefícios. Por outro
lado, em nossas ensolaradas praias, alegro-me com beldades a mostrar seus
corpos sob pouquíssima roupa sem nada me cobrarem por isto! Rio com os
turistas atônitos e pecadores nos olhos, veranistas menos acostumados a ter
o nosso deslumbrante visual (bem estimulante da função sexual humana!), ao
encherem os olhos!...
Sinto mesmo que vivemos um apelo sazonal da mídia amplo e forte
quanto ao uso de produtos para o cultivo e a melhoria da estética corporal,
incluindo-se aí bronzeadores e protetores solares que favorecem à
cromaticidade almejada para a pele por toda essa gente em férias. E ferohormonios
no ar das academias de ginástica equipadas e lucrativas ardem em minhas
narinas. Mais acentuadamente naquelas em que se pratica a aeróbica,
buscando-se violentamente o aprimoramento das linhas definidoras dos
corpos, geralmente freqüentadas por jovens adolescentes ou de pouca idade,
com o fim de modelar (para realçar) partes de seus corpos, de sorte que
possam adquirir a forma corporal em moda, sem nenhuma preocupação com o
conteúdo cerebral latente ou minguante que normalmente manifestam, numa atitude
explícita de prática narcisista, que a nossa modernidade tem imposto de
forma errada, indubitavelmente, às suas vidas. Tudo isto deixa-se muito
triste e preocupado com o futuro daqueles jovens!
Encho a boca d´água que verifico que sucos de frutas ajudam a
hidratar os tomadores de sol e os atletas sazonais deste nosso verão
tórrido, que constantemente em desidratação e diretamente influenciados
pelas benesses alardeadas em maciça propaganda via o sistema televisivo
local, que costumeiramente bombardeia com intensidade tais ouvidos menos
seletivos, passam a acreditar na ingestão acentuada de vitaminas e de sais
minerais - que para nossa gente são substâncias milagrosas, milagreiras ou
“milagrentas” que parecem lhes servir para todo tipo de problema e, por
conseguinte, são responsáveis por deixar lucros generosos para vivaldinos
que exploram esse negócio. Coisa alguma posso fazer e me deparo com as
lojas dos shoppings e nelas encontro, mas mantenho-me longe e
afastado e só olho de relance - óbvio!, roupas leves (e caríssimas!), que
visam permitir uma melhor transpiração às pessoas, deixando-as ainda mais
despojadas, ao tempo que se identificam pelo modismo vigente das cores
fortes e chocantes, cuidadosamente escolhidas - e impostas! - pela
indústria de confecções para a temporada atual, contribuindo com a
determinação nítida daquele ramo industrial por querer obter resultados
comerciais bastante vantajosos.
Leio nos jornais e revistas o acoplamento desta estação e os eventos
de teatro inúmeros, de música e de cinema, os quais foram estrategicamente
planejados pelo empresariado competente e dedicado. Assusto-me com a
objetividade dos espetáculos devidamente programados para revelação ao
público pela mídia extremamente comercial, a qual sempre atrai as pessoas
em férias e, em especial, procura encantar os turistas em “descanso”
dinâmico e agitado pelo nosso país, em desesperada procura por novidades
daqui, gastando, pois, economias e prêmios de férias ganhos sobre um ano de
trabalho encerrado recentemente ou há poucos meses findado.
Verão, doce verão! Sim, passo o filme em minha lembrança nítida
de que a cada ano ele se repete com uma nova cara para atrair e surpreender
multidões para a sua curtição desvairada, o que sempre acaba por movimentar
uma economia de milhões de dólares, fato que certamente a ciência
geográfica mais nobre jamais previra para a estação brasileira presente,
mas que se tornou um negócio atrativo tão-somente para aqueles que detêm o
poder econômico na Terra Brasilis!
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ALGUNS VALORES EXPLORADOS
PELA MÍDIA CONTEMPORÂNEA
Tendo a mídia o acesso à intimidade dos lares deste mundo
globalizado, nas cabeças dos homens estão as imagens captadas plenas dos
interesses da comunicação visual e auditiva, principalmente de objetivo
comercial, intensamente despejadas em todos os lugares atingíveis deste
planeta varrido pelas ondas eletromagnéticas. Tal propaganda impera sobre a
dinâmica do homem moderno, que se mantém carente na falta de tempo para uma
leitura informativa mais aprofundada, em cuja ignorância tem se plantado e
se consagrado um círculo vicioso e inibidor da capacidade crítica sobre o
cosmo que o envolve o humanóide. Aquela dita região tem sido fortalecido
através da pregação de pseudo-valores martelados sobre o ser humano,
bastante idiotizado e (in)ativo neste início de século nascente. - Pasmem,
depois da virada do século!
No modismo dos ritmos africanos ou de seus baticuns
monotônicos, o veículo da venda ao consumidor de produtos usados por
músicos e dançarinos, tais como roupas, sapatos e relógios. Eles são, em
sua maioria, artistas com vacância cultural sobre o campo de definição das
artes que se queixam praticar, alimentando este processo de manutenção de
um presente apodrecido e com nível cultural pobre ou definidor precário de
um pretenso rompimento com os valores que um dia fez da humanidade um poço
de conhecimentos sábios, de verdades axiológicas capazes de enobrecer e
dignificar o Homo Sapiens. Todavia, com a massificação dos meios
televisivos - o fértil caminho gerador de riqueza para os profissionais da
propaganda (muitos deles conscientemente moldados na forma da mentira
ludibriadora dos povos, por vezes!), tem sido combatida pela classe mais
aculturada deste país composto em sua quase totalidade de analfabetos ou de
semi-analfabetos. Contudo, não é privilégio do Brasil esta estatística
anômala. Assim, é que, recentemente, crimes mostrados nos Estados Unidos
sobre atentados a bala cometidos por estudantes contra colegas de suas
escolas se repetiram em outros lugares daquela terra, mostrados ao mundo
quasi em tempo real, tendo acontecido com as mesmas características
mostradas originalmente, revelando-se-nos que criminosos também perdem a
sua própria identidade ou criatividade até mesmo no cometimento de crimes,
apenas copiando as formas praticadas pelos bandidos dos atentados
anteriormente revelados. Portanto, vê-se que não é privilégio de gente
sadia a imitação daquilo que é revelada pela propaganda televisiva - seja
ela ruim ou boa para o ser humano!
No futebol, a cabeça raspada ‘na máquina zero’ (- onde os
cabelos foram cortados literalmente rente ao escalpo!) de jogadores no
mundo do futebol acompanha o corte do craque brasileiro Ronaldinho, numa
apologia ao estilo já visto antes nos filmes do artista norte-americano, no
papel do policial Korjac, porém com imitação em menor grau, ressaltando-se
a diferença de que no teatro ou no cinema é exigido um bom funcionamento do
cérebro além das funções vitais, com abstrações e operações que dignificam
o ser humano, tornando-o superior aos animais irracionais. Parece-se-nos
ter nascido uma inversão de valores aqui: o lado material vale mais do que
o valor cultural, sendo a cultura desenvolvida nos pés para os jogadores de
futebol! Tudo bem, claro, afinal nosso planeta já fora comparado com o
modelo capitalista do material world! Curiosamente, jovens e velhos,
até mesmo os ditos pernas-de-pau, têm aderido à velha tradição dos calouros
universitários do continente brasileiro, hoje caracterizada como um modismo
criado pelo craque das convulsões da Copa do Mundo da França. - Será que
raspar a cabeça é ignorar a memória que se possui ou será que se trata
unicamente de falta de memória? Não se sabe, todavia poder-se-á emitir um juízo
de valor a partir do cheiro do pensar dos adeptos desta fashion!...
Nos processos eleitorais, na maioria das vezes caracterizados
de eleitoreiros, no mundo em atrasos tecnológico e político, dá-se a
manutenção da ignorância do eleitorado. No Brasil, especialmente em seu
enorme contingente de analfabetos com fome e desassistidos, portanto, aonde
repousa a maior e a pior parte da ignorância sobre a vida política desta
nação, perfaz-se a força assegurada de votos para candidatos ruins no
processo de eleições neste país. Tais candidatos tratam o inocente
eleitorado como bichos em seus limitados e demarcados currais eleitorais (-
possivelmente, eleitoreiros!). Eleitores ou vítimas, por sua vez, têm
freqüentemente eleito para o poder executivo muitos demagogos e/ou
corruptos que tiram benefícios apenas em favorecimento de suas próprias
causas, sempre atuando de modo a subtrair ou a polarizar recursos para as
áreas e/ou regiões de seus interesses exclusivamente pessoais, castrando as
populações em suas necessárias melhorias de crescimento enquanto seres
humanos que são, o que quase sempre se constitui em práticas perversa e
criminosa, que muitas vezes o incauto eleitor não tem capacidade de
perceber, nelas continuando aprisionado ad eternum. Trata-se, pois,
de uma bem conhecida negação da Democracia! Também, jogos de canibalismo
dentro do poder instaurado - quer entre políticos ou no seio dos partidos
que disputam governos, presidências, partidos, etc. alardeiam-se péssimos
desvios de comportamento de líderes junto à mídia oportunista - como já
ocorrera com os presidentes Nixon no caso Water Gate e Collor nos
escândalos com o seu tesoureiro de campanha Paulo César Farias, o PC, muito
amplificados pela mídia. Atualmente, a título de exemplo, o presidente
americano Bill Clinton está prestes a sofrer um processo de “impeachment”
pelas muitas práticas sexuais que em tribunal revelou ter mantido com a
senhorita Monica Lewinski, quando do estágio da mesma no ambiente de labuta
do poderoso presidente americano e dentro da própria White House!
É real que a mídia associa ocorrências novas a eventos do
passado ao mostrar fatos atuais sensacionalmente. Todavia os faz
aumentando, copiando, relacionando, ridicularizando seus dados e fatos,
seus geradores e/ou suas origens, induzindo a parcela do público menos
capaz sobre suas teses, as quais costumeiramente não passam de falsas
hipóteses, mas que jamais são devidamente compreendidas pela maioria dos
fracos ouvintes de Broadcasts, sendo esta uma observação bem notada
no continente brasileiro. Assim, onde estão os governos e as causas sociais
de erradicação da ignorância dos povos?
Na Terra Brasillis, repleta de sedentos e famintos, chega-se
quase a beber os líquidos anunciados na TV, como acontece quando da
propaganda da Coca-Cola. De modo similar, sanduíches das lanchonetes
McDonald’s parecem ser degustados pelos telespectadores, estáticos,
imaginativos e com os estômagos a roncar de fome, sendo canina o seu
qualitativo mais apropriado com referência, pelo menos, à qualidade da carne
empregada em hamburgers comerciais, sempre aditivados de produtos
químicos para conservação da péssima mistura de carnes de que são
compostos! - Por que não somos críticos de nós mesmos na consecução de
nosso bem-estar alimentar, pelo menos? ou será que ainda pensamos? ou será
que estamos em processo de regressão mental, voltando ao primitivo estágio
da inteligência humana?
Lindos, potentes e avançados carrões da Engenharia
Automobilística e maravilhosos produtos da Eletrônica e da Cibernética são
entes virtuais, entretanto materializados nos lares de muitas nações,
especialmente daquelas com maiores carências materiais. - Será que estamos
a receber o capitalismo à força ou será que o homem é de fato o seu próprio
lobo?...
De tudo posto antes, apresenta-se-nos o desencadeamento de um
processo de desvairado consumo ou até de intensificado consumismo, o qual,
em muitas ocasiões e se então não consumado de pronto, pode levar a
criatura humana à negação de sua própria dignidade, na geração de práticas
imorais e/ou ilegais de roubos, saques, agressões destrutivas contra o
patrimônio alheio, etc.. - O homem não estaria buscando a implosão da
humanidade? por que se mostra ao homem o que ele não poderá ter dentro da
realidade da conjuntura econômica que o tortura e o agride quando da
revelação de sua inconteste pobreza material?
Ficamos na fervura tamponada da panela global de nossa mídia
contemporânea, boiando que nem corpos flutuantes sobre águas oceânicas.
Devemos, portanto, algo fazer para evitar que exalemos um certo aroma
fétido ou olor, peculiar aos dejetos encobertos por nossa vil metáfora!
Contudo, que jamais se deixe de ressaltar que censurar a mídia eqüivale a
castrar-nos das liberdade e chance de tê-la completamente saneada... da
falsa ilusão ofertada contra os mortais menos favorecidos deste nosso
mundo, então em branda guerra civil!
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UM POUCO DA CONTRACULTURA NACIONAL
Pisoteado, explorado, dependente e sem futuro povo deste país,
onde a perversa concentração de renda nas mãos de poucos é fato
historicamente preservado e muito acentuado nos anos pós-golpe militar
contra a nação brasileira. Povo em falta de tudo: habitação, alimentação,
saúde, educação, etc.. Povo sem memória, sem capacidade de crítica, sem
necessidades culturais: - vítima, simplesmente vítima!
Não existem valores positivos formadores de caráter no seio da
sociedade, mas aplicam-se leis para punir os descumpridores da legislação
que beneficia a parcela minoritária e que detém o poder nestas plagas da
Terra Brasillis. O que sobra do PIB para a maioria?
Na falta, qualquer coisa é coisa... Assim, veículos de
comunicação ludibriam a população com pobres músicas, imoral moda de
vestimentas, indecentes modos de dança, incorretas maneiras de falar, de
portar-se, etc.. Caminhamos para uma anarquia? - Não, tudo acontece de
forma planejada. Portanto, as coisas que movimentam interesses no seio da
sociedade não acontecem por acaso, porém se devem às “autoridades” que
legislam e julgam os atos contemporâneos sobre o povo, determinando até
como devem ocorrer. Assim, é mantido o analfabetismo, possibilitando-se a
castração de explosões de revoltas conscientes e/ou organizadas em nossa
sociedade. Contudo, não pode ser negada a existência de uma branda guerra
civil, mas que se planta apenas para a satisfação de necessidades a nível
de manutenção da vida em ambientes não humanizados: procura de comida e de
onde morar. Por conseguinte, tal guerra não se dá apenas em resposta à
opressão sofrida pelas classes menos favorecidas, materialmente. Vê-se a
nítida falta de consciência em ações de revolta do povo, tendo-se na
verdade ações criminosas, em primeira instância, posto que os bens
subtraídos de outrem não retornam aos menos favorecidos, mas enriquecem
marginais originários da classe oprimida, imbuídos de sentimentos de inveja
e ganância de poder econômico, coisa que jamais conseguem. Ao contrário, os
cidadãos do poder praticam crimes atrozes e se firmam ali por imposição e
ajuda direta daqueles que sugam riquezas nas tetas do governo, ali
colocados pela incautez do brasileiro - em média - e que corrobora com a
falência das instituições que poderiam ajudar esta nação a sair da miséria.
Por cima da “carne seca”, os políticos doam ou transferem, após ajudarem ou
interferirem para o apodrecimento das empresas sérias e lucrativas do
Brasil, para o insaciável capital imperialista do exterior. Estranho, por
sua vez, que o povo sofrido não consiga refletir como poderia ser diferente
se os homens do governo, que aplicaram o neoliberalismo contra esta nação,
deixassem o poder. Não, ao contrário reelegeram o FHC, que junto à sua
equipe de ministros e ministrões, apoiados com os fortes ou quasi perpétuos
políticos deste país venderam e estão a leiloar o que há de mais importante
para garantia da soberania deste país. No momento e em especial, lutam
pelos enfraquecimentos da PETROBRÁS e do Banco do Brasil, dentre outras
tantas empresas rentáveis deste país. O que fazer?
Será que haveremos de comer fezes no futuro? Dará para todos?
Brasileiros, nativistas, precisam se unir contra esta desgraça
que hoje se firma por aqui em crimes de Lesar Pátria, numa estranha forma
pacífica, mas que vem devorando o que resta de bom nesta nação!
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UM POUCO DE NOSSA ATUAL REALIDADE BRASILEIRA
Chegamos ao ano 2000. No país rola a
esperança falsamente propagandeada da privatização do estratégico
patrimônio nacional, que vem transferindo as grandes empresas e serviços de
administração lucrativos para o imperialista capital estrangeiro. Contudo, da
máquina do governo, encharcamo-nos de propaganda positiva dessas vendas e
ludibriamo-nos ao pensar estarmos entrando no mundo desenvolvido, quando
nossos pais de família estão sendo demitidos da normalidade da vida
costumeira: perdem seus empregos e encontram a falência de suas vidas e
enxergam suas enganosas dependências frente ao abandono social advindo do
neoliberalismo atual, que insistiu em manter o poder nas mãos do mesmo
presidente, o qual apoia ministros que ao telefone praticam atos imorais e
revelam suas ações subversivas à Moral, à Ética e às leis desta nação. O
que esperar de um governo que protege banqueiros que cometem milionários
desfalques acobertados e pagos pelas autoridades da própria engrenagem
governamental, deixando em liberdade os reais e perigosos criminosos? O que
esperar de processos conduzidos por ministros corruptos e/ou subversivos
que optam por privatizar empresas nacionais lucrativas, quando existem
empresas que são de fato inviáveis e que oneram a nação? Será que os
grampos telefônicos sobre as linhas que serviam àqueles ministros de estado
foram mais criminosos que os atos deploráveis daqueles senhores que
deveriam zelar pelos interesses deste país, o que se constitui na praxis
esperada?
A contracultura brasileira continua a eleger as papudas bundas
de esculturais dançarinas oligofrênicas ou de lindas garotas de programa
como belezas a incorporar em crianças inocentes, ainda na mais tenra idade,
quando inspiram negativamente mães ingênuas nas rarefeitas vestimentas de
suas filhinhas infantis, que cantarolam barulhentas músicas quase
monotônicas, com pitadas de sexo, cujas letras não representam o vernáculo
objetivamente e ainda não respeitam o gênero poético mais elementar. Que
idéias e comportamentos socio-morais estão sendo legadas aos nossos filhos
em sua primeira formação intelectual? Também, empobrecem por ganhar novos
pseudo-ídolos a cada dia: os analfabetos e milionários craques de bola que
não articulam frases com mais de quatro palavras; as desejadas
apresentadoras e cantoras beócias, naturalmente com baixa ou nenhuma
potência vocal, desentoadas e com anseios sexuais aflorados e/ou apenas
exibidos profissionalmente, provocando translocados desejos sexuais nos
pais e seus filhos adolescentes e não somando praticamente nada aos
desenvolvimentos mental e intelectual dos baixinhos idiotizados ao
assistirem seus soprados programas semanais; os drogados cantores de
rock&roll em grunhidos horrendos e dissonantes, sumamente compatíveis
com a inexistência de suas incapazes vozes para cantar uma simples melodia;
o pagodeiro da eterna parte melódica repetida sobre a quasi morta e
medíocre letra versando sobre o trivial, que desativa neurônios até mesmo
de adultos inteligentes, após serem entediados com a reprodução sonora
persistente daqueles cantos sobre o tema da mesmice explícita; os domadores
de cavalos e bois brabos que praticam este esporte por ricos prêmios em
dinheiro e bens materiais muito desejados por humanos (carros, casas,
terrenos, etc.), ridiculamente imitando vaqueiros americanos, enquanto
apresentadores de rodeios tentam se passar por repentistas vomitando
asneiras mal e porcamente versificadas - em vergonhosa declamação da
baboseiras à sádica platéia que assiste os montadores tentarem sair vivos e
com os ossos inteiros nessa profissão de elevado e inconseqüente risco; os
ricos jogadores de futebol solteiros e disputados por beldades adolescentes
e tão somente sonhadoras com seus sustentos fáceis, etc..
Nossa atual construção de cidadãos não nos parece incorporar
positivos valores aos brasileiros, especialmente no que concerne à sua
novíssima geração contemporânea, que lamentavelmente parece aceitar o
crescimento de sua megadecadência social, naturalmente persuadida e atraída
pelo chamamento dos valores imediatos do mundo material e do modismo
generalizado imposto contra os pouco ou não praticantes da crítica sobre o
cosmo onde nos situamos enquanto racionais. Temos um processo de
comunicação que está ‘fazendo a cabeça’ de nosso povo, obviamente através
de uma lavagem cerebral com idéias e pensamentos sem valor axiológico para
quem os adquire, pelo que estamos vivenciando neste tenebroso e incerto
presente!...
Nas favelas estão cidadãos pendurados em encostas de morros
abandonados pelos poderes públicos, que deslizam quando dos períodos de
fortes chuvas, quase sempre impondo-se-lhes mortes e perdas sobre o pouco
que detêm do PIB de suas regiões.
Lá, soma-se o intenso tráfico de drogas, acobertado por policiais corruptos
e coniventes com tal prática ilícita, fato que vem minando o futuro de
jovens brasileiros e carreando suas famílias para a orfandade, ao que
também se acoplam as investidas dos policiais torturadores contra moradores
daquelas não urbanizadas comunidades, cujos brutais atos são justificados
pela mídia como ataques e perseguições aos traficantes de entorpecentes,
costumeiramente levando mortes e sofrimentos a inocentes da mesma forma que
a criminosos, em cenas diárias de pleno despeito aos direitos humanos.
Nossa realidade em/ou/de guerra se apresenta regularmente nos muitos
noticiários televisivos e nas diversas reportagens publicadas em jornais,
cujas páginas parecem estar cada vez mais impregnadas com o sangue das
vítimas fatais! Estamos ou não em guerra civil?
Escolas não cumprem bem sua função primordial de educar jovens
e seus professores são remunerados de maneira insuficiente, não se podendo
melhorar suas capacitações, as quais ficam a merecer uma prioridade menor
que a satisfação das necessidades básicas e/ou elementares dos
facilitadores, degradando-se o ensino como um todo, especialmente em sua
base fundamental. Portanto, o produto advindo desses professores é
criticamente de qualidade ruim e o ensino público muito mais decepcionante.
Quase sempre vê-se que quando existe uma suposta boa escola, certamente há
a falta então do bom professor e vice-versa. O que se esperar do alunado,
muitas vezes sem receber a merenda escolar já subtraída por seus oficiais e
inescrupulosos guardiões ou sem ter dinheiro para se deslocar de suas casas
até a escola? Tudo se mostra muito ruim e o crime já alcançou os colégios,
onde professores são ameaçados e agredidos por marginais freqüentadores
daqueles recintos ou de suas abandonadas proximidades e quando balas
perdidas atingem mortalmente alunos, além de drogas serem ali
comercializadas entre aprendizes, num tráfico sabidamente crescente e por
demais maligno e, por conseqüência, frustador do futuro da população
brasileira em seu nascedouro: na parcela infanto-juvenil. Assim, vivemos um
tempo de atrozes problemas, com pouca gente muito poderosa e detentora da
porção maior do PIB nacional. Uma minoria divide o que sobra de nosso
produto interno bruto, como que aves de rapina disputando os restos ou a
carcaça de um animal recém predado e/ou em decomposição, numa luta que não
ultrapassa a mínima fronteira da precária sobrevivência em nosso “third
world”.
Que resposta futura haveremos de ter de nossos jovens em
processo de formação escolar, cujas vidas parecem se sedimentar na
violência e nos descaminhos que os levam a continuada negação dos bons
valores axiológicos? Qual o papel de nossos governantes sobre tal tragédia?
Qual a aquarela desse cenário social na Terra Brasillis?
Os latifúndios sem o homem constituem-se em singular negação
e/ou violação às necessidades de nosso povo, cujos alimentos poderiam vir
dessas terras, mas que aqui chegam de todo o mundo para matar a nossa fome
a um preço elevado e incongruente com a nossa realidade econômica, num
processo anti-social que discrimina e isola quem pode produzir, que impõe o
ócio a agricultores, os quais acabam por ficar sem ter sequer onde morar,
muito menos o que produzir, privilegiando a quem detém a posse da terra
improdutiva e, por conseguinte, ajudando e cooperando drasticamente com a
nossa dependência alimentar no contexto universal e/ou globalizado.
Finalmente, o sol brasileiro continua aquecendo poucos e o frio
torturando muitos, trazendo ao nosso sofrido povo as faltas material e
espiritual, que tanto se opõem à construção da dignidade, que certamente
coloca uma enorme dúvida sobre o futuro do Brasil.
Brasileiros, acordai-vos enquanto latentes sois!
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A SAUDADE
Poucas são as coisas tão claras e freqüentes no tempo e no
espaço em que nos situamos do quilate da saudade. Tal sentimento, como a
dor, só é bem evidente no momento de sua ocorrência. Trata-se, pois, de um
sentimento...
Provavelmente, devido à sua vulgaridade, a saudade não guarda,
em si, uma definição ou um conceito que a coloque junto aos sentimentos que
um ser possa sentir. Vale ressaltar que é dito um ser devido ao fato que só
animais dotados de instinto, pelo menos, apresentem-na em potencial capaz
de concorrer com o homem.
Somente a felicidade, os entes queridos e as boas coisas são
lembradas através da saudade; daí, a conhecida frase popular que diz:
“A saudade é a vontade de ver outra vez, de repetir, de sentir
aquilo que tivemos - que aconteceu em nossas vidas - no passado e que nos
deu prazer, alegria ou amor”.
A saudade é um sentimento tão profundo e penetrante na alma que
chega a causar a morte do ser que a sente, no caso de ser grande demais,
como aconteceu aos negros da África, que vieram trazidos para o Brasil e
que aqui sentiam tanta saudade da terra natal, chegando a morrer daquele
sofrimento: era o banzo.
Muitas vezes, a saudade implica na repetição da ocorrência de
um fato do passado. Por exemplo, quando da volta ao torrão natal ou a um
lugar onde dispomos de muitos amigos, sabendo-se que certamente ali vai
acontecer algo agradável - do passado; também, exemplificando, a saudade
não passa de uma grande e boa lembrança de um ente com o qual foram gerados
momentos felizes, que são, freqüentemente, ocasiões não repetitíveis. Este
outro tipo de manifestação da saudade é, muitas vezes, em si, um testemunho
da insegurança das pessoas infortunadas e de caráter duvidoso ou um
atestado de inconformação do pai saudoso que perdeu seu filho amado ou algo
similar... Portanto, a intensidade deste sentimento é variável e assume
características próprias para cada pessoa e para cada caso real.
Não podendo ser evitada de maneira alguma no homem, a saudade
não escolhe o tempo ou o lugar para acontecer. Entretanto, a forma de
evitá-la pode ser buscada na ocupação pessoal e constante em alguma
atividade laboral, por exemplo, desde que exista boa vontade e um pouco de
objetividade na decisão de superá-la.
Geralmente, as pessoas não compreendem a saudade que as
perturbam e, desesperadamente, de forma paradoxal, procuram alimentá-la na
esperança de obter alguma satisfação, do jeito que acontece quando, por
amor - às vezes, até platônico! -, é realizada uma visita a alguém que
tenha sido - exemplificando, ainda - paquera ou namorado(a) no tempo
passado. Nesta forma, a saudade não passa de, na sua causa, apenas um fruto
decorrente de uma personalidade mau formada ou não estruturada.
Como é sabido, para nós, seres racionais, a saudade não aparece
de forma única, todavia reflete aspectos da personalidade, podendo ser bons
ou ruins; e, na grande maioria das vezes, ela se nos configura como uma
alteração do próprio comportamento humano.
SEMÁFOROS E “CHUPA-CABRAS”
A capital da Bahia crescera aceleradamente na última década,
mas sofrera sob o domínio de governos municipais que não cuidaram muito bem
de acompanhar a ampliação das ruas e avenidas em sintonia com a velocidade
de crescimento da população e do número de autos que passaram a integrar a
frota de veículos da cidade. Como conseqüência imediata e drástica, vejo
uma chuva de problemas para quem tenta atravessar suas ruas e avenidas sem
passarelas ou para quem precisa se deslocar na cidade em veículos de
particulares ou em coletivos, principalmente nos horários de rushing,
onde aflora o fator comum da falta de segurança para quem está dentro e
para quem está fora dos mesmos veículos, sabidamente em número muito
elevado e, portanto, incongruente com a capacidade das vias de seu
escoamento na bela e encantadora capital da Bahia. Soluções milagrosas,
milagreiras ou “milagrentas” foram dadas por técnicos da Prefeitura
Municipal de Salvador, principalmente em cruzamentos de avenidas, tais como
o da Garibaldi com a Vasco da Gama, o do Iguatemi e o do Makkro, reduzindo
o tempo em que a luz verde permanece aberta para ambos os fluxos que se
cruzam perpendicularmente naqueles locais. Trata-se, pois, da busca do
péssimo ou do emprego de avançadas técnicas matemáticas de pessimização ao
tráfego, uma vez que um maior número de vezes por hora as velocidades
daqueles fluxos de autos vão a zero, de sorte que a velocidade média acaba
por ficar menor e um maior tempo de permanência dos veículos nas ruas e
avenidas sinalizadas passa a engordar os quilométricos engarrafamentos,
doando-se aos motoristas uma dose extra de “stress” que bem poderia ser evitada
à luz de técnicas e tecnologias adequadas para combater este tipo de
problema: construção de passarelas, túneis e ou viadutos em consórcios com
empresários, que poderiam ter suas participações recuperadas através da
cobrança de pedágios, como normalmente se procede no exterior. Não há
dúvida de que quando se doa bons serviços à população, esta não se
contrapõe ao pagamento de taxas justas para usufruir dessas vantagens,
apesar desta colocação não gozar da unanimidade de populares.
Outros erros elementares observo e sei que são repugnados pelos
soteropolitanos, perturbados por não encontrar alternativas de escoamento
em certos lugares de Salvador, por não terem passado por planejamento
prévio e anterior à expansão residencial da cidade em vários de seus novos
bairros, sendo o bairro do Itaigara em que moro um exemplo marcante de
concessão de alvará para construir prédios que, muitas vezes, destinam-se a
abrigar dezenas ou até centenas de famílias, sem contudo ter sido vinculado
ao mesmo o correspondente número de habitantes, bem como a quantidade de
seus automóveis a circular nas vias e/ou ruas de acessos aos condomínios
servidos pelas necessárias vias públicas para o seu fluxo ou escoamento no
dia-a-dia de normalidade de uma grande cidade. É com pesar que diariamente
assisto o esforço que famílias habitantes do Itaigara fazem para se
deslocar nos próprios veículos particulares; e, este descontrole ou
instabilidade no sistema de trânsito é também uma contribuição ao aumento
da probabilidade de batidas e de acidentes no trânsito, muitas vezes com
vítimas. Percebo com clareza que o custo de não se planejar é muito alto e
isto se dá sobre todos os aspectos e, certamente, o resultado para a cidade
é negativo e, por conseguinte, para o próprio estado baiano. Soma-se ao
problema ora posto o comprometido asfalto das ruas e avenidas de Salvador,
o qual está deteriorado e já perdeu sua base em muitos trechos, cujos
buracos se transformaram em dor-de-cabeça para os motoristas por reduzirem
a vida média dos pneus, suspensão e outras partes dos seus autos, o que
também se verifica com mais intensidade durante os períodos chuvosos,
quando buracos ou crateras são sempre reincidentes e têm aberturas nas vias
de maior tráfego, impondo condições de risco para os motoristas mais
descuidados - que acabam por cair acidentalmente naqueles enormes vazios
que enfeiam a regularidade de qualquer asfalto...!
Como estamos no mundo neomoderno, sinto na pele que estamos
sofrendo por aqui com a aplicação das tecnologias avançadas e desenvolvidas
especialmente para lugares civilizados e de maior grau de desenvolvimento
socioeconômico, mesmo porque somos dependentes deles e também sofremos ao
sermos manipulados ou meramente usados para catalisar o imperialismo
daqueles que globalizaram a Terra a seu favor. Assim, como num passe de
mágica, descubro que um dos maiores responsáveis por acidentes e mortes no
trânsito é o problema da alta velocidade praticada na terra tupiniquim.
Puxa, como não pude ver isto antes!?
Não demorou que multas elevadíssimas fossem inseridas no Código
Nacional de Trânsito para quem ultrapassar alguns limites de velocidade
máxima (vejam que não existem multas para quem anda devagar, comprometendo
a eficiência do escoamento da frota da cidade!). Logo, chegou-se à
necessidade de instalação de mais semáforos (sinaleiras, como são
conhecidos em Salvador) para, por conseqüência não desejada do aumento da
demanda comercial daqueles sinalizadores, emperrar o trânsito e/ou para
atender a passagem de pedestres ao acessar empreendimentos recém
inaugurados, cujos projetos não tenham contemplado passarelas ou túneis nos
pontos junto a avenidas ou ruas de rolamento, numa desmedida contribuição
ao aumento dos homéricos engarrafamentos que a cidade de todos os santos há
muito padece. Cito, por exemplo, o semáforo em frente ao novíssimo
“shopping” localizado na área do antigo Aeroclube de Salvador: sem dúvida,
um retardador da velocidade média do trânsito ali, que uma simples
passarela de pedestres poderia evitar sem maiores problemas, coisa que
deveria ser bancada pelos empresários que construíram tamanho interessante
empreendimento naquele esplêndido ponto da orla de Salvador, até mesmo
desfigurando aquela linda paisagem e contrariando muito os ecologistas e
ambientalistas baianos, principalmente. Mais adiante, a cerca de menos de
dois quilômetros daquele local, como se não bastasse a agressão ao tráfego
naquela região da orla marítima, mais um semáforo bem em frente à sede do
Sport Clube Bahia: - meu Deus, que tortura!
Como o problema da instalação dos
semáforos corrobora para reduzir a velocidade média dos veículos e, por
conseguinte, implica em maiores e piores engarrafamentos nos quatro pontos
cardeais deste lugar que é patrimônio da Humanidade, os motoristas passaram
a andar com velocidades mais elevadas quando guiam seus veículos, numa
transloucada tentativa de compensar as perdas advindas dos impróprios
semáforos já abordados aqui. Pelo projeto de concepção e pela maquiada
conservação das ruas e avenidas, não é difícil se cenarizar para uma
elevação do número de batidas e acidentes em todos os lugares em que o
trânsito significa baixas velocidades médias dos autos, fazendo com os
motoristas pisem mais fundo no acelerador. Numa típica ação “feedback” dos
responsáveis pelos interesses municipais e apoiados no ora vigente Código
Nacional de Trânsito, fotossensores foram instalados em pontos de maiores
velocidades para punir todo aquele que ultrapassar os baixíssimos limites
de velocidade estipulados pela atual legislação brasileira de trânsito
vigente. Estamos, pois, tentando consertar a causa e não o efeito gerador
do problema, assinando nossa incompetência em resolver problemas. Aliás,
quando do projeto de Brasília, Oscar Niemeyer havia pensado a capital do
país sem semáforos, mas a técnica perdeu para o comercial e, após este fato
deplorável, muitos semáforos foram vendidos ali e neste país! Vê-se, pois,
que a cultura praticada cá pode ser resgatada onde um dia nós acreditamos
ter a cidade mais bem projetada do mundo. Coube ao Lúcio Costa a dor pelo
uso inapropriado de seu projeto pelas autoridades brasileiras, potentes
beócios de bem conhecidas e marcantes ações políticas e outros por mera
incompetência tecnico-gerencial.
Vão ficando os buracos e o
milagre da multiplicação dos sinais, quando o número de acidentes parece
acompanhar o tamanho da frota de veículos numa velocidade ainda maior. Com
tantos fotossensores espalhados pela cidade, passou o cidadão a ter
cuidados maiores com o perigo do esquecimento sobre a localização dos
famigerados fiscais inanimados, tão ridiculamente apelidados de
“chupa-cabras”, como uma coisa que a população abomina, apesar de se saber
que o trânsito de Salvador precisa ser melhor disciplinado, todavia precisa
crescer com os erros de décadas ora revelados pela explosão demográfica
experimentada pela cidade-verão; e, sem dúvida, precisamos dividir estas
agruras com quem está gerando tais problema de melhoria ou redução dos
traumas do caótico trânsito de Salvador. Será que alargamentos de ruas ou novas
avenidas venham solucionar os congestionamentos decorrentes do grande
número de veículos no trânsito, pois que em São Paulo não se logrou êxito e
todas as tentativas de parar os motoristas têm resultado em insucesso, para
tanto não bastando nem os muitos viadutos e passarelas para pedestres ali
observados? O que de fato deve ser feito para por fim nos insuportáveis,
neurotizantes e cotidianos engarrafamentos de nossa belíssima Salvador?
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TEMPOS TRISTES
Oswaldo Francisco Martins
Que vergonha é para o mundo culto!... Meu Deus! Como pode
a Bahia, à guisa de exemplo, sob
comando dessa tal mídia imposta, estar atualmente investindo na
contracultura deste estado e, por decorrência, desta nação, fato que
decorre da intervenção danosa da mão de políticos corruptos,
achincalhadores do poder por aqui e no planalto central, vendedores cruéis
de bens e valores nacionais ao capital estrangeiro. Mordem pontas em
processos vis, em crimes de lesar-pátria e corroboram com o apodrecimento
material do país, o qual, de forma premeditada, está também a destruir
todos os demais valores do povo do Brasil. Refiro-me diretamente aos
criadores de pseudo-valores e dos desdobramentos destes, moldados e
destinados para o ato criminoso de ludibriar o povo inocente, imerso em
carências mil e, pela ação governante, posto a viver sem boa qualidade de
vida, de modo que considerável parcela da juventude e dos ditos velhos
(seres portadores tão-somente de idades cronológicas!) acredita que a vida
para o ser humano repouse em lances momentosos, em flashes de
encantos e gozos, como aqueles gerados por lindas moçoilas do tipo
semelhante às utilizadas pelo É O Chan, com tentadores rebolados de
genitálias insinuantes ou direta expressão de explícito apetite sexual
dirigido aos homens, beldades induzidoras de moda no vestir das mulheres
que desejam imitá-las, agradar pretendentes, além de imoralmente ditarem
roupas sensuais para crianças inocentes, em tenra idade. Somam-se ao
contexto de tal propaganda danosa as “potentes vozes” (Paulo Fortes, Agnaldo
Rayol, Agostinho dos Santos, Marisa... que me perdoem, os vivos e os
mortos, pela comparação esdrúxula!) e as “magníficas letras e músicas” (que
a alma de Castro Alves tenha paciência comigo!) dos integrantes daqueles
“conjuntos musicais” (com licença da má palavra!). Cultuam e cultivam o esplendor de “capacidades
artísticas” (que Deus e os verdadeiros amantes da arte valorosa me
perdoem!).
O processo deletério em foco, empobrecedor e comprometedor da
evolução da sociedade dos homens, contempla esquecer vultos como o maestro
Carlos Gomes. Por sorte, ainda temos Caetano Veloso, João Ubaldo e não faz
muito tempo que Jorge Amado partiu deste mundo para o além - sem dúvida,
envergonhado pela perda axiológica decorrente dessa trama perversa imposta
ao povo pela mídia falsa, interesseira, perigosa, danosa à sociedade ora
concentrada em elementos xucros, carentes, não ou muito pouco informados,
alienados, drogados, idiotizados, imbecilizados... Fica a sociedade, pois,
conforme já fora dito modernamente em certa música de Zé Ramalho, qual
“gado ferrado”. Sim, tudo é moda!... Tudo é igual!... Não é necessário
pensar-se, não é preciso manter-se na posição de único ser pensante neste
planeta, muito menos por aqui!... E, por decorrência, estão a desaparecer
os valores de referência do estado e do povo, num processo assustador e
medonho (coisa do demônio!), o qual tem levado o cérebro humano a entrar em
latência, haja visto a letargia com a qual se arrasta hoje (em instante
histórico de alienação profunda!...). Ataca e corrói a mente adulta e priva
e mata àquela ainda nascitura e em formação. Penso que vivemos o momento de
dar adeus à crítica cosmológica pelo ser humano novíssimo. Sei que a grande
parcela do povo, mais que em tempos idos, já não sabe mais apreciar a arte
nem os valores positivos da cultura, sequer possui elementos para tal
façanha. Mais diretamente à Bahia e ao Brasil, o baiano e o brasileiro já
se nos parecem ter lamentavelmente esquecido de inúmeros outros nomes da
história da Bahia majestosa, de tanta riqueza, de muito esplendor...
Acredito podermos comprovar que a maioria da população já não saiba de
coisa alguma que encerre real valor cultural. Portanto, lastimavelmente, o
saber mostra-se-nos faltoso para com a dignificação do homo sapiens
e para com o nosso grande Criador (por certo, muito sofredor com toda essa
canalhice sem limites, que tanto tem castrado o nascedouro do bem-estar
entre os homens de valor). Ignoram-se Navios negreiros, Espumas flutuantes,
Oração aos moços, a História da Bahia (e do Brasil), a data 2 de julho, as
músicas de Dorival Caymin e tantas outras preciosidades baianíssimas ou
baianas da gema, senão autênticos patrimônios da Humanidade. Lamento que
tanta gente inocente mantenha os corpos sãos e as mentes ocas ou vazias,
todavia entendo a razão e os aspectos deletérios do que ora exponho:
decorrem do domínio maquiavélico, planejado contra a sociedade por
expertos, projetistas de crimes que deformam a natureza do homem; e, só me
resta pensar que o “lobo do homem” ainda esteja bem vivo!... E, cá com meus
botões, indago até quando haveremos de conviver com esta terrível involução
do homem? É a isso que chamamos de tempos moderníssimos! Ou estes não
seriam mesmo hodierníssimos?
Tenho certeza de que posso substituir a Bahia por qualquer
outro estado brasileiro sem que este texto deixe de ser adequado para a
realidade inerente ao povo mirado, sem perda alguma sobre a mensagem
passada sobre a deformação social dos tempos atuais. Lamento!
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